Esquecer nada mais é do que uma forma de sobrevivência. Na verdade, somos todos esquecidos crônicos.
Esquecemos de alguns descuidos que sofremos na infância, dessa forma, nossas dores internas acabam ganhando o apelido de "fricotes", só que estes fricotes viram traumas, e esses traumas minam a nossa confiança na vida já que esquecer é uma forma de impedir a compreensão absoluta de nós mesmos. Esquecemos os desaforos que tivemos que engolir durante um namoro ou de um casamento, tudo porque nos ensinaram que o amor deve ser forte o suficiente para aguentar os revezes da convivência. Então para nos enquadrarmos e nos sentirmos amados e estóicos, esquecemos das mentiras, das traições, os maus tratos, as indiferenças e mantemos algo que ainda parece ser uma relação, mas que deixou de ser no momento em que enfiamos a cabeça dentro do buraco. Esquecemos em quem votamos, céticos de que em política nada se muda, e, em vez de investirmos nossa energia em manifestações de repúdio à corrupção, deixamos pra lá e seguimos em frente conformados com a roubalheira, desmemoriados sobre nossos direitos. E esquecemos, principalmente, de QUEM SOMOS. Dos nossos ideais, das nossas vontades, dos nossos sonhos, de nossas crenças, tudo em prol a uma adaptação ao meio, de uma preguiça em desfazer o combinado e buscar uma saída alternativa, de uma covardia due gruda na alma e congela os movimentos.
ESQUECER DE NÓS MESMOS É ASSINAR UM CONTRATO COM A RESIGNAÇÃO.
Quem sou eu
- sil-Vany
- Você me pergunta quem sou: sou a filha da noite, que fala de amor, que fala do vento e se esquece do tempo... Onde vivo? vivo nas brumas que sabe do amor que conhece o desejo e Sonha sem pudor... por onde eu ando? Ando pela noite, pela lua e que nela me perco, desapareço, esqueço... como sou? sou louca,apaixonada, que ama a magia do se entregar por inteiro, sem limites, sem freios a magia da vida. Enfim, sou uma pessoa que gosta um pouco de tudo.

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